terça-feira, 19 de março de 2013

Outono

Está chegando a estação do abandono, a estação do ano onde folhas caem e os galhos ficam a mostra.
Gosto dos dias de outono, são dias de temperaturas amenas, ás vezes chove, noutras um sol lindo ao cair da tarde, e de vez em quando uma garoa típica de minha São Paulo.  Aliás o que me agrada mesmo são as mudanças, não gosto de extremos, calor demais ou frio demais, gosto de curtir de tudo um pouco e nisto São Paulo é bom, embora o clima seja maluco a ponto de termos 3 estações em um único dia, aqui geralmente as estações são bem definidas.
O outono tem essa coisa mágica de trocar o velho pelo novo, é a estação de poda, de tirarmos o que está demais ou o que não floresceu para que na próxima estação venha algo novo. É um simbolismo mágico da natureza, que deveria ser observado por nós com mais atenção. Pois todos na vida passamos por estes momentos em que é melhor podar algumas coisas e esperar que novas aconteçam, o problema está na resistência, quando insistimos em algo que não vai, não cresce, não dará frutos nem belas folhas, aí agimos contra a natureza e somos penalizados com o chamado fardo, e só quem já carregou ou carrega seus fardos, sabe o quanto pesa.
Portanto vamos viver esta nova estação e observar a natureza e a nossa vida de forma mais carinhosa e sem medo de podarmos o que for preciso, afinal na próxima estação tudo vai florescer de novo, é fato, é natural.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cinema: Para Roma com Amor

Confesso que vi poucos filmes do Wood Allen, este deve ter sido o terceiro ou quarto, tenho que ver mais, sempre me cobro. Este que está em cartaz e que acabo de assistir me impressionou pela forma como ele coloca 4 contos em um único filme de maneira simples e funcional, são estórias que nada tem a ver entre si, a não ser o leve toque de comédia, mas tudo funciona muito bem e o filme é um daqueles que podemos dizer: nossa que filme gostoso de se ver. E para complementar a belíssima cidade de Roma como cenário, um fotografia impecável, é diversão garantida. Vale lembrar para quem gosta de filmes totalmente fora dos padrões hollywoodianos.


Faço o link da crítica ao filme na revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-tenores-de-chuveiro/

segunda-feira, 9 de julho de 2012

São Vicente

Foto de São Vicente, tirada do monumento 500 anos de onde se tem uma bela vista e ao fundo "a muralha", 25/03/08.

Cinema: A Última Ceia

 A Última Ceia, direção do Marc Foster. Hoje revi este filme em DVD e mantive a mesma sensação de quando vi pela primeira vez, há alguns anos atrás, ele é tenso e polêmico parece cinema europeu, não é comum o cinema americano tocar de maneira tão competente em tabus como pena de morte e racismo, sem levantar bandeiras, ele os aborda de forma nua e crua. Assim como não é comum também o silêncio, o filme tem diálogos curtos e um silêncio que lhe dá um charme especial. Há também uma solidão nos personagens que me chamou muito a atenção, emfim, valeu rever essa película.

Origem do nome.

Coité:
Nome Científico: Crescentia Cujete
Nome Popular: cuité, coité, cabaceira, cuieira
Família: Bignoniáceas
Origem:
 América Tropical e Antilhas
Ciclo de Vida:
 Perene
Árvore perene de porte médio de até 12 metros de altura com ramos longos, pendentes e cobertos por folhas em toda a sua extensão. As folhas são simples, inteiras, alongadas, de diversos tamanhos, cor verde-escura e brilhante. (fonte: Site Planta Sonya http://www.plantasonya.com.br/arvores-e-palmeiras/coite-crescentia-cujete.html)
No início dos anos 70 meu avô, por parte de pai, trouxe do sertão do ceará uma muda de Coité e plantou no quintal de casa, bem na frente próximo ao portão. Depois de 20 anos ela começou a dar "frutos" e passou a ser a tração da rua, uma vez que moro em frente a um colégio é comum tocarem a campainha e perguntarem abismados: o que é isso? é tomate? melancia? e todos os tipos de frutas que imaginarem, porém é apenas o Coité ou a popularmente chamada de Cabaça. É isso mesmo moço pé de Cabaça, não se come, serve como adorno, objeto de decoração, mas no passado já foi usado como prato pelos índios, pode ser visto na minissérie A Muralha.
Quando pensei no blog em pouco tempo cheguei ao nome. O Coité tem um significado especial para mim, mas por outro lado tem também tudo a ver com cultura, palavra que deriva do latim e significa cultivar. E se tem uma coisa que precisamos cultivar em nosso Brasil é o conhecimento ele anda escasso e na maioria das vezes banalizado. Meu pretexto aqui é fazer a minha parte trazendo ou melhor dando dicas de cinema e literatura e postando minha maneira de enxergar o mundo pelas lentes.
E por falar nisso posto aqui a foto do meu pé de Coité.

A ideia do blog é ser uma válvula de escape para minhas opiniões sobre aquilo que vejo, leio e fotografo. Não sou e nem tenho a pretensão de ser crítico de nada, é apenas o meu ponto de vista, não sou especialista em nada, apenas um amador, apaixonado por livros, filmes e fotos. Fique bem claro que o que aqui escrevo é uma opinião pessoal e leiga. Aos leitores sintam-se a vontade para comentar e principalmente acrescentar com suas opiniões. 
As fotos que não forem de minha autoria serão informadas e devidamente creditadas, no caso do pano de fundo usei 3 imagens do google, mas em breve trocarei por fotos de minha autoria. 
Textos que não forem de minha autoria estarão entre aspas e devidamente creditadas também, bem como trechos de livros ou falas de filmes.

É isso, sejam bem vindos!

Jorge Luiz de Moura