quinta-feira, 2 de julho de 2015

Lembranças...

Lembro-me como se fosse hoje, era começo de julho estávamos entrando em férias escolares e marcamos um chope com pizza no Paulino. Entre tantos assuntos e memórias falamos de Cazuza que já estava em fase terminal de sua luta contra a AIDS, ai de repente comecei a cantarolar baixinho “Eu preciso dizer que ti amo” e de certa forma eu estava me declarando a você, porém você cantarolou junto comigo e fez de conta que não era contigo, que não era pra ti estes versos.
Exatamente uma semana depois veio à notícia da morte do Cazuza você me ligou e disse poxa Jorge nos despedimos dele naquele dia, e eu verdade foi uma despedida. Mas a verdade mesmo é que eu havia puxado o assunto Cazuza para “ocasionalmente” me declarar a você de forma sutil, e que você lembrasse isso para a vida toda. Sabia que como na letra da música pra você era só amizade, como de fato sempre foi, porém eu me acabava por dentro ouvindo você desabafar suas dores de amores.

Hoje 25 anos depois nossas vidas tomaram rumos diferentes, olho para o passado com um saudosismo gostoso, sem mágoas, por que foi apenas uma de tantas paixões que temos pela vida. E me sinto feliz por ter vivido essa época, tenho certeza que semana que vem quando a mídia vai lembrar os 25 anos da morte de Cazuza você vai lembrar este dia, do chopinho, da canção, e do amigo, talvez até comente com seu marido ou com seus filhos, enfim viver só vale a pena se for pra sentirmos essa saudade gostosa de momentos felizes.

terça-feira, 25 de março de 2014

NOITE DE SAUDADE (Florbela Espanca)

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a benção do luar
A quis tornar divinamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!
Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
é que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite! ... Ou de ninguém! ...

Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O beijo negado

O beijo negado

Brisa do mar,
Os olhos repletos de vontade
Na boca o desejo incontrolável,
O toque leve e suave
O cheiro doce de libido
Palavras, quase que, incompreensíveis
O rosto se aproxima, o outro afasta.
Não, não posso!
Ah! Como não?
Tudo pode! O momento pede, mas o não persiste.
E hoje o momento é outro,
E o passado deixa na memória
O gosto não provado
A boca não beijada
O sentimento não explorado
Não vivido
Mas porque tanta saudade?
Arrependimento? Talvez.
O desconhecido é muito mais atraente,
O podia ter sido é muito melhor
Do que aquilo que realmente foi.

Será?





domingo, 28 de abril de 2013

Meus caros amigos.



A coisa tá preta Chico? Imagina hoje!!!

Aqui na terra nunca mais jogaram um bom futebol,

O Samba, Choro e Rock Roll foram substituídos pelos pancadões e tals.

Uns dias chovem e alaga tudo, noutros não chove e quase morremos sufocados.

O telefone não é mais problema, porém nada de novo, só mais do mesmo!

E o que não falta é gente careta pousando de moderno e sapo mesmo, nunca mais vi.

Mas é isso, assim caminha a humanidade, nunca estamos de fato contentes, mas hoje pelo menos podemos cantar e falar nossas mazelas, e isso é bom, só gostaria que as novas gerações se revoltassem um pouco mais, saíssem dessa pasmaceira e aproveitassem essa ferramenta que é a comunicação em tempo real para provocar uma revolução por um mundo mais humano, um mundo voltado para o ser.

terça-feira, 19 de março de 2013

Outono

Está chegando a estação do abandono, a estação do ano onde folhas caem e os galhos ficam a mostra.
Gosto dos dias de outono, são dias de temperaturas amenas, ás vezes chove, noutras um sol lindo ao cair da tarde, e de vez em quando uma garoa típica de minha São Paulo.  Aliás o que me agrada mesmo são as mudanças, não gosto de extremos, calor demais ou frio demais, gosto de curtir de tudo um pouco e nisto São Paulo é bom, embora o clima seja maluco a ponto de termos 3 estações em um único dia, aqui geralmente as estações são bem definidas.
O outono tem essa coisa mágica de trocar o velho pelo novo, é a estação de poda, de tirarmos o que está demais ou o que não floresceu para que na próxima estação venha algo novo. É um simbolismo mágico da natureza, que deveria ser observado por nós com mais atenção. Pois todos na vida passamos por estes momentos em que é melhor podar algumas coisas e esperar que novas aconteçam, o problema está na resistência, quando insistimos em algo que não vai, não cresce, não dará frutos nem belas folhas, aí agimos contra a natureza e somos penalizados com o chamado fardo, e só quem já carregou ou carrega seus fardos, sabe o quanto pesa.
Portanto vamos viver esta nova estação e observar a natureza e a nossa vida de forma mais carinhosa e sem medo de podarmos o que for preciso, afinal na próxima estação tudo vai florescer de novo, é fato, é natural.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cinema: Para Roma com Amor

Confesso que vi poucos filmes do Wood Allen, este deve ter sido o terceiro ou quarto, tenho que ver mais, sempre me cobro. Este que está em cartaz e que acabo de assistir me impressionou pela forma como ele coloca 4 contos em um único filme de maneira simples e funcional, são estórias que nada tem a ver entre si, a não ser o leve toque de comédia, mas tudo funciona muito bem e o filme é um daqueles que podemos dizer: nossa que filme gostoso de se ver. E para complementar a belíssima cidade de Roma como cenário, um fotografia impecável, é diversão garantida. Vale lembrar para quem gosta de filmes totalmente fora dos padrões hollywoodianos.


Faço o link da crítica ao filme na revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-tenores-de-chuveiro/

segunda-feira, 9 de julho de 2012

São Vicente

Foto de São Vicente, tirada do monumento 500 anos de onde se tem uma bela vista e ao fundo "a muralha", 25/03/08.