quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O beijo negado

O beijo negado

Brisa do mar,
Os olhos repletos de vontade
Na boca o desejo incontrolável,
O toque leve e suave
O cheiro doce de libido
Palavras, quase que, incompreensíveis
O rosto se aproxima, o outro afasta.
Não, não posso!
Ah! Como não?
Tudo pode! O momento pede, mas o não persiste.
E hoje o momento é outro,
E o passado deixa na memória
O gosto não provado
A boca não beijada
O sentimento não explorado
Não vivido
Mas porque tanta saudade?
Arrependimento? Talvez.
O desconhecido é muito mais atraente,
O podia ter sido é muito melhor
Do que aquilo que realmente foi.

Será?





domingo, 28 de abril de 2013

Meus caros amigos.



A coisa tá preta Chico? Imagina hoje!!!

Aqui na terra nunca mais jogaram um bom futebol,

O Samba, Choro e Rock Roll foram substituídos pelos pancadões e tals.

Uns dias chovem e alaga tudo, noutros não chove e quase morremos sufocados.

O telefone não é mais problema, porém nada de novo, só mais do mesmo!

E o que não falta é gente careta pousando de moderno e sapo mesmo, nunca mais vi.

Mas é isso, assim caminha a humanidade, nunca estamos de fato contentes, mas hoje pelo menos podemos cantar e falar nossas mazelas, e isso é bom, só gostaria que as novas gerações se revoltassem um pouco mais, saíssem dessa pasmaceira e aproveitassem essa ferramenta que é a comunicação em tempo real para provocar uma revolução por um mundo mais humano, um mundo voltado para o ser.

terça-feira, 19 de março de 2013

Outono

Está chegando a estação do abandono, a estação do ano onde folhas caem e os galhos ficam a mostra.
Gosto dos dias de outono, são dias de temperaturas amenas, ás vezes chove, noutras um sol lindo ao cair da tarde, e de vez em quando uma garoa típica de minha São Paulo.  Aliás o que me agrada mesmo são as mudanças, não gosto de extremos, calor demais ou frio demais, gosto de curtir de tudo um pouco e nisto São Paulo é bom, embora o clima seja maluco a ponto de termos 3 estações em um único dia, aqui geralmente as estações são bem definidas.
O outono tem essa coisa mágica de trocar o velho pelo novo, é a estação de poda, de tirarmos o que está demais ou o que não floresceu para que na próxima estação venha algo novo. É um simbolismo mágico da natureza, que deveria ser observado por nós com mais atenção. Pois todos na vida passamos por estes momentos em que é melhor podar algumas coisas e esperar que novas aconteçam, o problema está na resistência, quando insistimos em algo que não vai, não cresce, não dará frutos nem belas folhas, aí agimos contra a natureza e somos penalizados com o chamado fardo, e só quem já carregou ou carrega seus fardos, sabe o quanto pesa.
Portanto vamos viver esta nova estação e observar a natureza e a nossa vida de forma mais carinhosa e sem medo de podarmos o que for preciso, afinal na próxima estação tudo vai florescer de novo, é fato, é natural.